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História

A União das Freguesias foi constituída em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, pela agregação das antigas freguesias de Monte redondo & Carreira e a sua sede localiza-se em Monte redondo.

 

Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro (reorganização administrativa do território das freguesias). Acedido a 2 de fevereiro de 2013.

No ano de 1589 o Bispo D. Pedro Castilho desmembrou da freguesia do Soito, os lugares de Monte Redondo, Coimbrão, Ervideira do mesmo distrito e levantou freguesia em Monte Redondo, a pedido dos ditos lugares da invocação de Nossa Senhora da Piedade. 

No ano de 2011, completaram-se os 422 anos que os moradores do noroeste do concelho de Leiria se decidiram separar do Souto da Carpalhosa, e formar uma comunidade civil e religiosa com todos os privilégios e responsabilidades de uma freguesia.

Este lugar foi batizado com o nome de Monte Redondo porque no meio de zonas de características planas, com bastante vegetação da qual se realça o Pinheiro Bravo, se avistava um monte, onde, segundo a lenda, há muitos anos viveram os mouros. Pouco se sabe da sua existência na nossa região. Esse monte de forma redonda que tem no seu cume uma guarita e na sua base uma enorme pedra em forma de cadeira onde, dizem, se sentava a moura – servia para vigiar e proteger os animais dos intrusos, por isso ficou conhecida por Cadeira da Moura. 

Testemunhos materiais da presença islâmica podem observar-se na cestaria característica da freguesia, cujos côfos, alcofas, esteiras são feitos de junco e bracejo que abundavam nos seus campos. As referências ao povoamento deste território remontam ao tempo do rei D. Dinis, devendo-se a duas obras importantes para a agricultura local: a plantação do pinhal de Leiria e o enxúgo do paúl do Ulmar, este último sob responsabilidade dos monges de Alcobaça.

A Vila de Monte Redondo 

Situa-se próxima dos 320 de latitude Norte e dos 0º20' de longitude oeste, numa área plana que raramente excede a meia centena de metros de altitude. Contudo a pequena elevação, ou monte, que deu nome à freguesia constitui um dos vértices na grande base de triangulação geodésica, formando o lado da "triangulação primordial: Buarcos - Monte Redondo", estando o terceiro situado na serra de Sicó. A sua construção data de 1802 e a cota superior deste marco assinala os noventa metros de altitude. O marco geodésico, localmente designado guarita, é de 1ª ordem e é um símbolo de grande referência para a população local

A regularização dos terrenos e drenagem dos pântanos permitiram a abertura de vias de comunicação, construção de portos fluviais e pontos de passagem que vieram impulsionar o desenvolvimento das populações locais. As atividades económicas centravam-se na agricultura, criação de gado, sivicultura, exploração de moinhos junto aos ribeiros, tecelagem, olaria e exploração do pez. Em 1854 é criada a Feira dos 29 junto à igreja matriz e, em 1886, é criada uma feira anual de gado. Em 1888, com o caminho de ferro e a estação de Monte Redondo potencia-se a indústria da serração que passa a escoar facilmente a produção. Já no século XX, surge a indústria das pedreiras e a exploração das Salinas de sal-gema da Junqueira e com a passagem da estrada nacional de Leiria - Figueira da Foz, fomentou-se a criação de outras indústrias e comércios. Considera-se hoje que a Vila de Monte Redondo, tem uma palavra a dizer no processo de “competitividade” e na melhoria das condições de vida da sua população, circunstâncias fundamentais para o crescimento desta terra e para a valorização dos seus habitantes e dos seus recursos.

É necessário, ainda, referir a importância, principalmente para o lugar da Carreira, do património natural, nomeadamente o rio Lis. Este curso de água e a respetiva bacia hidrográfica, que integram os muitos cursos de água da União de Freguesias, teve no processo de povoamento e da evolução das suas atividades económicas uma extrema relevância. De referia, ainda, o interesse dos açudes do Lis, da ponte das Salgadas, como exemplo de um património vivo querido dos habitantes e indispensável à vida humana nas suas margens.

PERSONALIDADES

Bispo D. João Pereira Venâncio (1904-1985)

Nasceu em Monte Redondo. Foi seminarista entre 1917 e 1923 e, neste último ano, parte para Roma onde se forma em Filosofia e Teologia, acabando por ser ordenado sacerdote. Em 1930, regressa a Portugal e desenvolve uma carreira de professor no Seminário e em vários estabelecimentos de ensino de Leiria. Postulou incansavelmente pela beatificação de Francisco e Jacinta Marto. Em 1943 é nomeado cónego da Sé de Leiria e, em 1948, assume a responsabilidade de vice-Reitor do Seminário Diocesano de Leiria. Em 1958 foi eleito Bispo residencial. Participou por quatro vezes no Concílio Ecuménico Vaticano II e trabalhou para que a presença do Papa Paulo VI nos 50 anos da Aparição de Fátima fosse concretizada. Pede a resignação e, em 1972, o Papa concede-lha. Em 25 de março de 1979 faz votos perpétuos na Ordem dos Cónegos Regrantes de Santa Cruz que ajudou a restaurar.

Luís Pereira da Costa (1847-1940) 

Nasceu em Monte Redondo. Terá frequentado a Escola em Monte Redondo e prosseguido os seus estudos em Leiria. Matriculando-se na Universidade de Coimbra, licenciou-se e concluiu o doutoramento em Medicina em 1882. Foi Diretor do Laboratório de Microbiologia e exerceu a atividade docente como Professor Catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. Publicou diversas obras sobre medicina. Retirado da sua atividade de médico e professor, volta a residir em Monte Redondo. 

Manuel Gomes de Carvalho (1898-1967) 

Nasceu em Fonte Cova e foi um dos conceituados industriais da Freguesia de Monte Redondo reconhecido pelas iniciativas que desenvolveu, tendo, desde de cedo, revelado qualidades para o negócio. Foi fundador da firma “Manuel Gomes de Carvalho”, reconhecida como uma das mais importantes do distrito na área da serração de madeiras, do fabrico de caixilharia e na exportação, principalmente pelo porto de Lisboa. Tinha armazém de madeiras em Xabregas (Lisboa). Foi sócio da empresa de transportes “União Automóvel Leiriense”, empresa vendida em 1969 a “Claras – Transportes” e depois integrada na Rodoviária Nacional. Foi ainda sócio de empresas ligadas quer à serração de madeiras, quer aos seguros. A este industrial deve-se a cedência de terreno para a construção da Casa do Povo e em 1957 cedeu e construiu o campo de futebol destinado aos jogos do Grupo Desportivo do Centro de Alegria no Trabalho do pessoal afeto à indústria de serração de Monte Redondo.

 

Manuel Pedrosa (1931-2012) 

Natural de Monte Redondo, onde também frequentou a escola primária. Posteriormente alistou-se na Armada Portuguesa onde tirou o curso de Radio-Telegrafista. Após o regresso do serviço militar ingressou nos CTT como carteiro, tendo exercido a sua atividade profissional na freguesia de Monte Redondo durante várias décadas. Além disso publicou diversas edições da “Lista Telefónica de Monte Redondo”. 



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